Os gases
industriais desempenham funções essenciais em diversos tipos de
indústrias. Alguns são matérias-primas para a fabricação de outros produtos,
como é o caso do oxigênio, do nitrogênio e do hidrogênio. Este último, por
exemplo, é usado na produção de amoníaco e na hidrogenação de óleos comestíveis,
além de ser um importante ingrediente para as indústrias química e petroquímica.
O nitrogênio, por sua vez, é empregado na preservação do sabor dos alimentos
embalados, evitando a oxidação. Já o gás carbônico é usado na refrigeração de
sorvetes, carnes e outros alimentos. Esses dois últimos são também muito
utilizados como agentes inertizantes em tanques e reservatórios que armazenam
produtos explosivos.
Na forma líquida ou sólida, alguns gases são usados para
a produção de frio. É o
caso, por exemplo, do gás carbônico líquido ou como gelo seco. A criogenia, uma
nova área da engenharia, é usada na indústria moderna para produzir temperaturas
abaixo de -100ºC. O hidrogênio, o oxigênio e o flúor líquidos são utilizados
como criogênicos em mísseis e projetos espaciais ou militares.
A criogenia tem aplicações na propulsão de foguetes, no
processamento eletrônico
de dados, na fotóptica a infravermelho, no campo dos materiais magnéticos e no
bombeamento a alto vácuo. Na indústria química, emprega-se a criogenia para a
obtenção de nitrogênio e oxigênio; na metalurgia, para a produção do aço.
Os gases medicinais
ou terapêuticos, são medicamentos.
São utilizados para ventilar, oxigenar ou anestesiar um paciente, aliviar a dor
ou, ainda, tratar as infecções respiratórias agudas.
Os gases medicinais são utilizados em hospitais: no
serviço das urgências, no
bloco operatório, na sala de recuperação e de reanimação até no quarto do
paciente.
Estão acessíveis em todo o hospital em cilindros ou na sua rede de distribuição
de gases (central de gases).
Devem conservar a sua pureza e estar disponíveis em
qualquer momento.
Entende-se por gases medicinais, os gases ou a mistura de gases, liquefeitos ou
não, destinados a entrar em contato direto com o organismo humano e que
desenvolvam uma atividade apropriada a um medicamento, designadamente pela sua
utilização em terapias de inalação, anestesia, diagnóstico in vivo ou para
conservar ou transportar órgãos, tecidos ou células destinados a transplantes,
sempre que estejam em contato com estes.